segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

RELEMBRANDO GRANDES FIGURAS ALGARVIAS

O local onde se deu o acidente, assinalado com esta Cruz
Monumento a Duarte Pacheco na cidade de Loulé

O Estadista Engenheiro Duarte Pacheco




DUARTE PACHECO

De Alfredo Mingau

Biografia
Natural de Loulé onde nasceu a 19 de Abril de 1899 (fala-se em 1900). Orfão de pai e mãi com 14 anos, foi criado pelo seu irmão mais velho Humberto Pacheco.
Formou-se em engenharia electrónica pelo Instituto Superior Técnico (IST)com 19 valores, e em 1926 passa a professor ordinário leccionando Matemáticas Gerais e a Director interino.
A 10 de Agosto de 1927 torna-se Director efectivo.
Em 1928, sob a sua orientação, dá inicio à construção dos edifícios do IST, construção que viria a ser o primeiro Campús Universitário Português.
Nesse mesmo ano torna-se Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e, mais tarde, convidado para a pasta de Ministro da Instrução Pública. Mais tarde abandona este cargo e regressa ao IST onde permanece até 1932. Altura em que volta a ser convidado, por Salazar, para o governo, onde assume a pasta de Ministro das Obras Públicas e Comunicações.
Em 1936 Duarte Pacheco é afastado do governo regressando ao IST.
No dia 1 de Janeiro de 1938 assume a presidência da Câmara Municipal de Lisboa e, logo a seguir volta a ser nomeado Ministro das Obras Públicas e Comunicações.
Possuidor de um grande carácter e de uma forte personalidade, Duarte Pacheco, é recordado pelos Louletanos, pelo seu grande espírito empreendedor e modernidade. Falou-se do desejo de Duarte Pacheco de construir um ramal ferroviário com ligação a Loulé. Foi um grande impulsionador do salto qualitativo da engenharia portuguesa e um grande estadista.

A sua Obra

Em 1933 iniciou uma profunda modernização dos Correios Telecomunicações em todo o país. E nesse mesmo ano, cria uma Comissão Técnica para estudar e elaborar um plano para a construção de uma ponte sobre o Rio Tejo ligando Lisboa, na zona do Beato ao Montijo, Chegando a propor, em conselho de ministros no ano de 1934, uma ponte rodo-ferroviária.
Foi autor dos projectos de bairros sociais de Alvalade,, Encarnação, Madredeus e Caselas, em Lisboa. Mandou construir a primeira autoestrada Lisboa-Vila Franca de Xira e projectou a Avenida de Roma, em Lisboa, que permanece conforme o projecto.
Além de professor, foi um grande estadista, revolucionando a rede rodoviária nacional e, das muitas construções de obras públicas, podemos apreciar a marginal Lisboa-Cascais, o Estádio Nacional, a Fonte Luminosa, a criação do Parque de Monsanto (Pulmão de Lisboa) e contribuindo para a construção do aeroporto de Lisboa.
Um brutal acidente vitimou Duarte Pacheco, no dia 15 de Novembro de 1943, entre Vendas Novas e Montemor, quando regressava a Lisboa, vindo a falecer, na madrugada do dia seguinte, no Hospital da Mesiricórdia de Setúbal.

Alfredo Mingau

domingo, 6 de Dezembro de 2009

TEMA INTERNET COMPUTADORES

Para os interessados que desejam saber.
ANTI-VIRUS PARA O WINDOWS7

Como qualquer outro sistema operativo, depois de instalado, o Windows7 requer a instalação de um programa de defesa contra virus.
Neste momento nem todos os programas anti-virus são apropriados para instalar no Windows7, por isso aqui fica destacado como solução boa, o anti-virus AVG, que é de uso gratis, que podem recolher da seguinte página:
Nota: O AVG está considerado dos melhores anti-virus actuais
Rogério Coelho

POSTAL ILUSTRADO

Carvoeiro
FOTOS ALGARVIAS
Enviado por António Viegas Palmeiro

AGENDA

Efemérides

Dezembro – 6 – Domingo

1185 – M. D. Afonso Henriques (N. em 1108/1109)
1383 – Conde de Andeiro é assassinado, facto que marca o início da revolução popular, que leva D. João, Mestre de Avis, ao trono de Portugal;
1917 – Proclamação da República da Finlândia.
- Colisão em Halifax, perto da Nova Escócia, entre um navio belga e outro francês, carregados de munições provoca a morte de 1600 pessoas;
1928 – Início da guerra entre a Bolívia e o Paraguai;
1995 – A Vila de Sintra e paisagem circundante são classificadas, pela UNESCO, Património Mundial.

Frase do dia: - Sê paciente com todo o mundo, mas acima de tudo contigo próprio (S. Francisco de Sales)

Rogério Coelho
SAUDAÇÃO AMIGA


Sei que o Natal é lembrança
Que nos traz muita emoção
Na alma há sempre a criança
Dos tempos que já lá vão
Nessa passagem da vida
Uma boa companheira
E imagem renascida
No calor duma lareira
Por mais que se sinta afectos
P'los filhos do nosso amor
Entre amigos mais dilectos
- Vivam na Paz do Senhor!
Ele, que foi soberano
O Jesus a quem venero
Dê aqueles que mais quero
Ao amigo mais sincero
De Paz um grande Oceano

Um oceano infinito
Onde uma gaivota voa
E lá no céu abençoa
Num regresso que acredito
Para dizer o que sente
Num breve comunicar
Descendo do Oceano
Onde cabe o Verbo Amar
Nesse Mar azul, profundo
Toda a riqueza do Mundo
Para dar ao ser Humano!

Maria José Fraqueza

sábado, 5 de Dezembro de 2009

DO CORREIO

JÁ LA VÂO MAIS DE 100 ANOS
que Guerra Junqueiro escreveu sobre a situação do povo português e da Política na época , publicação com que o moderador nos brindou!

Apesar da evolução ocorrida nas áreas Cientifica e Tecnológicas, tem muito que continua mal por não ter sido solucionado nem existir Previsão para tal, com destaques para as classes economicamente mais desfavorecidas que acompanham o descontentamento de todos contra quem está politicamente envolvido e naturalmente a bitola se aplica de forma generalizada!

Algumas publicações confirmaram aqui no Blogue as situações em paralelo com as notícias a que temos acesso, e como sempre existe argumentos justificativos, sendo a actual a crise Financeira Mundial que nos surpreendeu há pouco mais de um ano!

Há 60 anos me recordo das pessoas falarem do tempo da vida barata, alguns fazendo as contas ainda em Reis ( dois mil e quinhentos Reis = os vinte e cinco tostões também conhecidas pelas cinco coroas )!
Decorrido 20 ou 30 anos, outra geração saudosista falava da vida barata de há 60 anos!

Também há várias dezenas de anos que me falaram de uma frase da autoria do filósofo e diplomata francês Joseph De Maistre (1753-1821). Crítico fervoroso da Revolução Francesa Joseph De Maistre (1753-1821). “ “Cada povo tem o governo que merece”, expressão dita sempre que as coisas na política começam a ficar feias, mas desde quando não ficaram?

Em referência ao António Palmeiro, fui um fiel leitor da sua escrita sem excepção em todas as áreas que escreveu. E os postais publicados marcam sempre quem está distante, todos os Costeletas vão sentir a sua ausência nas publicações que acima de tudo não faltou Qualidade!
Respeito sua opção, até que como todos os colaboradores o fazemos de espontânea vontade, assim como o moderador ou outra entidade publica os textos que se encontram de acordo com orientação do Blogue!
Prometo escrever sobre os locais em referencia, os quais são dignos de reconhecimento, cada um pelas suas características próprias!
Saudações Costeletas
Antonio Encarnação

CANTINHO DOS MARAFADOS


Identificação, justificação, reflexão e despedida



Seguindo a minha intuição e segundo os valores que sempre defendi e irei continuar a defender, procurando andar de cabeça erguida e com a coluna vertebral na posição vertical, tomei algumas decisões que quero transmitir. Quero também deixar bem vincado que se citar algum nome a minha intenção não é ofender seja quem for.
Apesar de ter dito ao João que o anónimo era para ignorar, vou dirigir-me ao dito cujo em primeiro lugar: - Meu caro senhor, o seu tão querido Artigo do Estatuto, salvo melhor opinião, não tem qualquer valor. Existe neste país, a Constituição da República Portuguesa, que o torna nulo, uma vez que o mesmo fere a cartilha da Nação, por isso é inconstitucional, e mais não digo sobre este assunto, termino lembrando só, que o importante é a responsabilidade de quem escreve e de quem publica.
Meu caro Jorge Tavares, você disse que me conhece e que me reconheceu logo que viu a minha fotografia, provavelmente nalgum dos eventos que a nossa associação realiza nos tenhamos encontrado, peço desculpa pelo lapso.
Podia dar-lhe o meu percurso de vida, mas seria exaustivo e desinteressante, só quero que saiba que aos 16 anos fui para o Exercito, eu disse 16, a troco de um tecto e de comida.
Sei bem o que é “comer o pão que o diabo amassou”. Esta situação acontece por morte do meu avô paterno, oficial da Marinha de Guerra. Como os meus pais também tinham falecido antes, nada a fazer.
Então a forma como eu vejo o Mundo e o País, é certamente diferente.
Se me permite, e sem qualquer intenção de sobrepor a minha opinião à sua, mas sim relatar o que vi, vou citar e comentar uma frase da sua REFLEXÂO “a integração de centenas de milhares de retornados e oriundos das ex-colónias”.
A palavra retornado não tem a minha simpatia, eles eram portugueses, como nós. Mas isso não tem qualquer importância.
Em 1975 eu viajei para o Brasil, assisti a cenas indescritíveis, de desespero, de revolta, de incerteza e de dor. As autoridades brasileiras tiveram um comportamento exemplar, em termos humanitários foram inexcedíveis. Porque meu caro, muitos milhares, muitos mesmo optaram pelo Brasil, pelo menos lá eles não eram retornados eram portugueses e não foram metidos em guetos como aquele perto da Caparica.
Havia deputados que se deslocavam diariamente aos aeroportos e ao porto de Santos.
Foi criado algo que eles chamavam “Força Tarefa”, instalada na Galeria Prestes Maia em São Paulo, que funcionava da seguinte forma: - Tratava-se de um espaço amplo, onde estavam espalhadas várias secretárias com divisões, em cada uma estava pessoal dos departamentos necessários para a legalização. Ao fim de 3 dias esses portugueses tinham na mão a carteira de trabalho, que lhes permitia trabalhar legalmente.
Perguntei e fui informado: - Nunca ninguém do Consulado Português lá colocou os pezinhos.
Talvez agora se possa entender melhor porque defendo, que todos os brasileiros, que sejam pessoas de bem, que para cá venham, devem ser bem recebidos e acarinhados. São bem vindos.
Dizia-me uma mãe de família, desfeita pela dor e a quem tinham matado uma filha de 10 anos. – Para além de toda a dor da perda o que me custa é não saber onde colocar uma flor ou onde fazer uma oração, pois não me foi permitido saber onde a minha filha foi sepultada, ou se foi sepultada.
Nunca esteve no meu horizonte causar divisão e não sei qual o lado dos Velhos do Restelo, também porque achei que um blogue deveria ter vida, acção, polémica leal e respeitosa e muito mais coisas que estarão na cabeça de todos nós; ou será só de alguns?
Apesar de saber que no mês de Dezembro, hoje é dia 4, o nosso Mediador já trabalhou 25 vezes, sabendo também que em Novembro foram 109 e em Outubro 75, mas que em Março foram 34, em Maio 31 e em Julho 41, não sei se isto tem alguma explicação, por isso deixo ao critério de cada um pensar o que quiser. Posto isto informo que decidi encerrar aqui a minha colaboração desinteressada, mas parece que contra o que é pretendido pelos intervenientes.
Quero deixar uma palavra para o António Encarnação e para o Diogo. O António está no Brasil e o Diogo penso que nos Estados Unidos. Eu sei o que custam essas saudades.
António, não esqueça o sul de Minas, quero ler sobre, Poços de Caldas, Pouso Alegre e Itajubá, mas não esqueça o Litoral norte de São Paulo e Campos do Jordão, você está no meio a 80 Km de um e de outro.
O meu sincero agradecimento ao Mediador, teve sempre para comigo um comportamento, leal e de uma dignidade inexcedível.
Fiquei fã (como se diz agora) do João. Mas com ele vamos continuar a encontra-nos aqui e na Avezinha.

Um abraço a todos,
Não deixem “cair” o blogue, é um pedido sincero que vos faço.

António Viegas Rodrigues Palmeiro

CANTINHO DOS MARAFADOS

Esta merece uma profunda reflexão

"Havia uma rapariga que se odiava por ser cega! Ela também odiava tudo e todos. Um dia virou-se para o namorado e disse que se um dia conseguisse ver o Mundo, casava com ele.
Num dia de sorte, alguém lhe doou um par de olhos e o namorado perguntou se era agora que ela casava com ele. Ela chocada porque reparou que o namorado era cego, disse: "Desculpa mas não posso casar contigo porque és cego!"
O namorado afastou-se em lágrimas e apenas lhe respondeu: "Cuida bem dos meus olhos..."


Um abraço
Antonio Palmeiro

sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009


LIDERANÇA

Ao longo dos tempos a humanidade quis entender-se e não conseguiu. Na
Rússia de Lenine em 17 morreram milhões de pessoas quando o objectivo
era lançar um programa político que solucionasse o problema de todos;
simplesmente agravou-o..

O caminho que a Humanidade tem percorrido, é contrário ao que se
deseja. Cristo quis pregar a verdade e levaram-no para a cruz.

Nos tempos modernos a Revolução Francesa onde se lutou em prol da
LIBERDADE, FRATERNIDADE e IGUALDADE o resultado dessa luta foi
inglório, porque acabou em ditadura. Restou-nos apenas a beleza da
imagem do puto Gravoche, vendedor de croissants, que ao ver a Bastilha
a arder, continuou a marcha assobiando para o ar.

Recentemente Saramago, autor premiado com o Nobel veio deitar por
terra os princípios Bíblicos.

E poderíamos citar mais uns milhares de casos onde a Humanidade não
deu conta da rolha.

E com isto já não fosse pouco, surgem agora dois ou três ou quatro ou
cinco costeletas a jogar ao contrário, continuando a Humanidade mal
mesmo nos pequenos grupos.
Isto sem falar já na violência doméstica.

Por isso não nos espantemos.

Do blogue costeleta em particular, dinâmico q.b., do meu ponto de
vista, seria bonito cada um pensar pela sua cabeça, mas,
simultaneamente seria bom também, que partíssemos do princípio que, a
nível de valores sociais, estamos todos, mais coisa menos coisa, no
mesmo patamar, o que, sendo-o e eu penso que sim, poderia resultar
desse nivelamento, um invejável clima de fraternidade.

Que é o que eu preconizo e defendo, apesar de ser talvez dos mais
agressivos. Mas reparem, eu falei em agressividade não em falta de
educação. Sei pedir desculpa com honra, simplesmente porque sei
reconhecer que às vezes erro.

Quando comecei a escrever o texto queria falar de Liderança. Mas
verifico agora que não faz sentido, porque no fundo somos todos
responsáveis… e líderes E a que sobrar vai toda para o senhor
Moderador.

Ou não será assim?

JOÃO BRITO SOUSA
(resposta do Moderador enviada pessoalmente por e-mail)
PENSAMENTO PARA ESTE DIA

"Usa a capacidade que tens. A floresta ficaria silenciosa se só o melhor pássaro cantasse"
(Oscar Wilde)
Colocado por Rogério Coelho

UM TEXTO...DIÁRIO, SEMANAL...OU DE VEZ EM QUANDO





UM MOMENTO DE REFLEXÃO

Afirmar que fiquei muito surpreendido com o texto do costeleta A. Palmeiro, seria faltar à verdade.
Quando me propus escrever a prosa que intitulei de "Um Momento de Reflexão", pretendi unicamente alertar algumas consciências, para a necessidade, que é de todos, de contribuir para a melhoria do estado das "coisas" no nosso país. Logicamente que tal escrito iria proporcionar comentários. É salutar, é vida!
Aprendi há muitos anos, e com grandes figuras da vida portuguesa - todos aprendemos com quem nos sabe ensinar, e devemos ter a humildade de fazê-lo sempre - que o futuro se constrói, realçando o que não está bem, embora com uma postura construtiva, isto é, procurando simultaneamente fazê-lo acompanhado de propostas com soluções.
Após esta introdução, que vai encerrar o tema "Um Momento de Reflexão", vou responder directamente ao costeleta A. Palmeiro.
1.º) Lamento que não me conheça. Talvez porque não teve a curiosidade de olhar a minha foto, publicada no blogue. Garanto-lhe que o conheço, desde que colocaram a sua.
2.º) A minha expressão "honestidade intelectual", inserida no contexto da frase, deveria ter sido interpretada como necessidade das pessoas estudarem os temas em todas as suas vertentes, antes de escreverem sobre eles. Em contrári,o sujeitam-se a incompreensões.
3.º) Aos seus restantes considerandos meu caro A. Palmeiro, respondo-lhe com o último verso do Cântico Negro do poeta José Régio e que passo a reproduzir:

AH!, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições
Ninguém me diga :"vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
Sei que não vou por aí!



Um abraço costeleta

jorge tavares
costeleta 1950/56

POSTAL ILUSTRADO

Praia da Luz
FOTOS ALGARVIAS
Enviado por António Viegas Palmeiro

AGENDA

Efemérides
Dezembro - 4 - Sexta feira

1798 - França declara guerra a Nápoles;
1893 - Ingleses e franceses chegam a acordo sobre o Sião (Tailândia);
1918 - Proclamado o Reino Servo-Croata-Esloveno da Jugoslávia;
1971 - Tropas indianas desencandeiam um ataque ao Paquistão Ocidental;
1980 - M. em Camarate, Loures, Francisco Sá Carneiro (N. no Porto 1934), primeiro-ministro, e Adelino Amaro da Costa (N. Lisboa, 1943), ministro da defesa, na sequência da queda da avionete em que seguiam.

Frase do dia: - Quanto mais honrado um homem é, mais lhe custa suspeitar de que os outros não o sejam (Cícero)

Rogério Coelho

REFLETINDO



Não conheço o costeleta, Jorge Tavares, mas permito-me fazer-lhe um pedido.
Ficar-lhe-ia muito grato se me conseguisse uma “carta de chamada” com visto de entrada, para o seu país.
Sabe, eu sou português, moro em Portugal e aqui é tudo ao contrário do que você descreve.
Deve ser muito bom viver num país como o seu, embora haja algumas coisas de que não gosto.
O que menos gostei foi o facto de vocês, assim como quem não quer a coisa, chamarem uns aos outros aldrabões, sim, porque para mim quem não é honesto, é vigarista, é aldrabão. (Tive o cuidado de ir consultar o velho dicionário, o Torrinha”.
Mas do mal o menos, a aldrabice é só intelectual.
Outra coisa que não me agradou muito no seu país foi o “devemos” várias vezes repetido, o “temos que” o “deverá ser”, escritos com uma convicção inabalável.
Parecem-me tiques pouco ou nada usuais em democracia, onde as pessoas deverão ser livres de pensar, falar e de ser o que muito bem entendam, desde que não ofendam, nem coloquem rótulos nos outros (intelectualmente desonestos).
Sabe meu caro, eu sou filiado num partido único, sou também o único militante, é o partido da minha cabeça (não é o da cabeça partida). Adquiri o “mau hábito” de pensar e nada faço sem consultar o chefe do meu partido e também dou aos outros o direito inalienável de pensarem pala sua própria cabeça.
Não quero mais ir para o seu país, fica sem efeito o meu pedido, continuo por aqui, apesar de todos os dias ao virar da esquina encontrar a miséria que no seu não existe.

Com um forte abraço costeleta para todos
António Viegas Palmeiro

ENSAIO SOBRE EMIGRAÇÃO


EMIGRAÇÃO

Causa e efeito.

Foram pelo menos três as grandes vagas de emigração portuguesas. Muito pode e tem sido dito e escrito sobre este fenómeno que não e' estritamente português. Os homens movem-se como a agua, procuram sempre o seu leito, o mais baixo ou mais profícuo. E sempre a causa e efeito os acompanha.

A nossa causa foi sempre a procura de uma vida mais abastada e desafogada, o fugir a' desfortuna.

A primeira onda dá-se ainda na segunda dinastia, a de Avis. O Norte de África, a África desconhecida era o apelo. Sabia-se que havia trigo! A "Ínclitica família” delineou um plano; a conquista primeiro depois repovoar a' nossa maneira sob a bandeira do cristianismo. Não correu muito bem no seu epilogo mas, muitos foram os portugueses de norte a sul que abandonaram as pobres aldeias na miragem de melhor vida embrenhados no Magrebe fazedor se sonhos e miragens.

A segunda "levada" migratória em massa acontece a seguir ao evento das descobertas ou encontro com novas paragens, mais ou menos povoadas mas que povoaram a imaginação das nossas gentes.

O Brasil, o sertão sul americano abria-se-nos, criaram-se "os bandeirantes",novamente as nossas aldeias se despovoaram. A segunda onda ai estava. Partimos de armas e bagagens em procura da fortuna ,sempre difícil, sempre miragem que nos fugia entre os dedos mas o sonho acompanhava-nos, a quimera vivia mais alem...era preciso agarrá-la. Alguns conseguiram, muitos mais falharam .O "el dourado"estava la', acenava-nos.

A conjuntura Europeia com o evento da revolução francesa alterou-se. A emigração descuidada, feita ao gosto e necessidades individuais ganhou nova forma. A corte e as suas elites ao refugiarem-se onde ate' então só a emigração procurava abrigo alterou o conteúdo, aumentou outro dado a' equação, o sonho de Nação independente e de emigrantes nasce. A génese dum pais novo ganhou vida.

Ao independentizar-se o pais necessitou de mais bracos, a hemorragia das nossas terras consumou-se e ficaram a um passo da desertificação humana. Mas um pais de emigração havia nascido. Filho nosso...nem sempre agradecido.

A terceira vaga dá-se durante a vigência do Estado Novo. As circunstancias de uma Europa, outra vez destruída por uma guerra, desta vez sem par em destruiçãode infraestruturas e perdas de vida, em influenciar-nos sem que entremos directa e activamente nela. Foram vinte milhões de Europeus que pereceram, na sua grande maioria jovens, os jovens que seriam necessários para a reconstrução. A Franca, Alemanha, Bélgica e Aústria receberam-nos de braços abertos mas nem sempre de coração.

Nasceu a "emigração a salto", aquela que se proibia sem se proibir...ao proibir incitava-se a' "partida" que trazia contrapartidas chorudas em divisa ao Estado Novo ja' decadente .A politica cega não soube avaliar e julgar os ventos de mudança que assolavam o "euromundismo".

A emigração não terminou ate' hoje embora tenha mudado de "cara".A globalização, a movimentacão de pessoas e bens não e' nada mais nada menos que a "outra" face da emigração.....E como me dizia um dia destes um amigo meu, da diáspora e costeleta de sucesso ,o Francisco Rodrigues do Poço Longo:

"os homens movem-se e encontram-se..as montanhas não!..."


Um abraço.
DIOGO COSTA SOUSA
JÁ É NATAL

Sinto no rosto das pessoas
E nas atitudes
O entrelaçar das mãos

Já vejo o sinal
De Natal

Gostava de ver, também
O mundo mais fraterno
Onde fosse sempre
Primavera!

E onde
Houvesse um abraço à espera

De todos nós
Porque todos ainda somos poucos
E de fraca voz.

Ainda nem todos sorriem

Nem sonham
Nem têm esperança
Enquanto noutros

A alma ri e até dança

Sejamos solidários
Era tão bom que pensássemos assim
E que eu tivesse a certeza
Que não seria mais ruim

De ti irmão,
Quero o tal abraço, forte e cheio
Com uma boa dose de felicidade
Pelo meio
Porque
Para ti e para todos
O meu voto é igual

BOM NATAL


JOÃO BRITO SOUSA

quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

POSTAL ILUSTRADO

Faro
FOTOS ALGARVIAS
Enviado por António Viegas Palmeiro

AGENDA

Efemérides

Dezembro - 3 . Quinta feira

* Dia Internacional da pessoa portadora de deficiência

1906 - Fundado, na Itália, o Clube Torino Cálcio;
1912 - Termina a guerra nos Balcãs contra a Turquia;
1972 - Avião espanhol despenha-se ao levantar das Ilhas Canárias, causando a morte a 155 pessoas;
1985 - Inaugurado, em Lisboa, o Museu de Etnologia;
1998 - Gravuras rupestres de Foz Coa são declaradas, pela UNESCO, Património Mundial.~

Frase do dia: - Não aceito nem recuso nada de modo absoluto; mas consulto sempre as circunstâncias (Confúcio).

Rogério Coelho

UM SANTO NATAL E UM MELHOR NOVO ANO DE 2010

PARA TODOS OS COSTELETAS E FAMÍLIA

Do Maurício Severo Domingues

ALMOÇO DE NATAL COSTELETA

NA QUINTA DA SENHORA MENINA
DIA 8 DE DEZEMBRO
INSCREVE-TE
O restaurante já está a pedir o número de inscritos
MUSICA PARA DANÇAR, AO VIVO
Menú
Buffet com dois pratos quentes
20 €
Troca de prendas
(Não te esqueças de trazer uma, compra nos 150)
Telefones de contacto
Mimi - 919367688
Isabel - 919029068
Isabel Coelho

BOAS FESTAS

PARA TODOS OS COSTELETAS
Recebido do Jorge Cachaço

CANTINHO DOS MARAFADOS

Quando se é inocente, olha-se para as coisas de maneira diferente


Um lavrador da Amareleja meteu-se no seu jeep, foi a um monte vizinho e bateu na porta. Um jovem rapaz de cerca de 9 anos, veio abrir.
- O teu pai está em casa? perguntou o lavrador.
- Nã senhori ele nã está, foi a Évora!.
- Bem! E a tua mãe está?
- Nã senhori, ela também não está aqui, foi com o mê pai a Évora!
- E o teu irmão Maneli, ele está aqui?
- Nã senhori, ele também foi com o mê pai e com nha mãe!
- O lavrador ficou ali durante alguns minutos, mudando de um pé para o outro e murmurando com ele mesmo.
- Posso ajudá-lo nalguma coisa? Perguntou delicadamente o rapaz.
- Eu sei onde estão as ferramentas se quiser alguma emprestada., ou talvez eu possa dar algum recado ao meu pai; acrescentou ele.
- Bem! Disse o lavrador com cara de chateado; eu queria falar com o teu pai por causa do teu irmão Maneli ter emprenhado a minha filha Raquel!
- O rapaz pensou por um momento: - Terá de falar com o pai acerca disso, disse finalmente.
- Mas se lhe servir de alguma ajuda, eu sei que o pai cobra 500 euros, pelo touro e 50 pelo porco, mas realmente não sei quanto é que ele leva pelo Maneli.

Um abraço
António Viegas Palmeiro

UM TEXTO...DIÁRIO, SEMANAL...OU DE VEZ EM QUANDO

UM MOMENTO DE REFLEXÃO

Durante o passado fim de semana resolvi hibernar e não abri o computador.

Na segunda-feira, e na habitual visita ao blogue, desejei continuar a hibernação. Alguns dos últimos textos e comentários colocados são, na minha modesta opinião, lugares comuns com alicerces muito frágeis e que resultam em crítica fácil e destrutiva.

O blogue também necessita de quem escreva sobre a vida portuguesa, noutra perspectiva. Falar das mutações de Portugal nos últimos trinta anos: Como mudou a saúde, a educação, a habitação, o desporto amador e profissional, os equipamentos desportivos e sociais, as regalias salariais e sociais dos empregados, as comunicações, as ciências e tecnologia, a cultura, as artes, o tecido empresarial, a mentalidade e os hábitos da grande maioria dos portugueses, o respeito por Portugal no mundo e em particular na Europa, a integração de centenas de milhares de retornados oriundos das ex-colónias, a posição cimeira de Portugal nas novas tecnologias, etc.
Devemos falar com ênfase, do que é regra e não da excepção.
Devemos falar positivo e não negativo. Deixemos de ser os "velhos do Restelo".

Um país com oito séculos de existência, com a riqueza da nossa história e participação no mundo, deve merecer maior patriotismo.
Devemos apoiar tudo o que foi bem feito, deixando de olhar só para o nosso umbigo.
Temos de ser solidários com todos aqueles que ao longo de décadas, abdicaram de parte da sua vida em prol do país...e são muitos. Esses merecem o nosso testemunho de gratidão e a melhor forma de o fazer é enaltecer o seu trabalho, não os englobando nos "outros" que, felizmente, são muito poucos. Aos últimos, devemos ignorá-los e não publicitá-los.

Pela nossa idade, experiência de vida e sobretudo por sabermos como era este país há trinta anos, é nossa OBRIGAÇÃO ajudarmos a melhorar o que não está bem, construindo e não destruindo. Meus caros costeletas, a escrita é um veículo de comunicação terrível, e deverá ser utilizado com rigor e honestidade intelectual.
Jorge Tavares
costeleta 1950/56

quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

JÁ LA VÂO MAIS DE 100 ANOS

Sobre tudo aquilo que se tem falado, vejamos o que escrevia Guerra Junqueiro do comportamento do povo português; já lá vão mais de 100 anos, tal testemunho se aplica sem deslocar uma vírgula que seja…

“PATRIA – Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
(.) Uma burguesia física e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente tornado absoluto pela abdicação unânime do país…” IN - GUERRA JUNQUEIRO 1890

Moderador

Vejamos como mudaram os tempos...




Situação: O fim das férias.

Ano 1978:
Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar.

Ano 2008:
Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia

Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.

Ano 1978:
Não se passa nada.

Ano 2008:
As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão

Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga.

Ano 1978:
O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.

Ano 2008:
A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro
para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.

Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.

Ano 1978:
Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.

Ano 2008:
A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar,
O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal,
mesmo debaixo de chuva.

Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.

Ano 1978:
Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.

Ano 2008:
Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime
parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.

Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.

Ano 1978:
O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.

Ano 2008:
Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura
paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua
irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís
começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.

Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar.

Ano 1978:
Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.

Ano 2008:
A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego.
Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro.

Ano 1978:
Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa.
Amanhã são colegas.

Ano 2008:
A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.

Situação: Fazias uma asneira na sala de aula.

Ano 1978:
O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'

Ano 2008:
Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.


É o que temos!
António Viegas Palmeiro

POSTAL ILUSTRADO

Carvoeiro
FOTOS ALGARVIAS
Enviado por António Viegas Palmeiro

AGENDA

Efemérides
Dezembro - 2 - Quarta feira

* Dia Internacional para abolição da escravatura

1700 - Tropas Austríacas ocupam Bruxelas e esmagam a revolução;
1945 - Inaugurado o aeroporto de Pedras Rubras, Porto;
1956 - Fundado o Jornal Diário Ilustrado;
1964 - Incêndio destroi o Teatro Nacional de D. Maria, Lisboa;
1971 - Independência da Federação dos Emiratos Árabes;
1984 - Inaugurado, em Itália, um dos maiores túneis da Europa, com 10,2 quilómetros de extensão, na montanha de Gran Sasso, a Leste de Roma;
1997 - Tratado para a proibição total de minas anti-pessoais assinado, em Otava, Canadá, por 121 paises.

Frase do dia: - Quem é escravo do seu corpo não é verdadeiramente livre (Séneca)
Rogério Coelho

terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

RIR… NÃO É O MELHOR REMÉDIO!

Introdução

Não há dois sem três. Este não é por imposição do João Brito de Sousa. Saiu-me, porque o Palmeiro e o Diogo pediram mais. E é verídico!

Como afirmei nalguns textos que escrevi, frequentei a Escola Industrial e Comercial Tomás Cabreira, nos anos 40, com início em 41 ou 42 não me lembro. Além dos colegas da turma que recordei no texto “O Aparo de Cana”, relembro o José Grade e o Amável. A memória vai trabalhando…
Naquele tempo, quando faltava um professor, a “malta” corria para o “estádio do Largo da Sé”, para disputar aqueles grandes e importantes “derbies”, a pontapear com a “trapeira”. Trapeira que era feita com as meias da mãe que surripiávamos sem ela dar por isso.
Naquele dia, em que faltara um professor, a “malta” dispersou-se na direcção do Jardim Manuel Bívar, descendo a rua do Município. Como não me apetecia ir naquela direcção resolvi subir a rua. No Largo da Sé nem vivalma. Pensei então, como gostava muito de ler, entrar na Biblioteca Municipal.

A Biblioteca

Entrei na biblioteca; o silêncio era absoluto. Três ou quatro pessoas sentadas a ler. Dirigi-me à bibliotecária e perguntei “posso escolher um livro para ler”? Na resposta perguntou-me se tinha cartão de leitor. Respondi que não, que era a primeira vez que ali entrava. A senhora entregou-me um impresso para eu preencher e me ser entregue um cartão de leitor, podendo então permanecer dentro da biblioteca, ler ou requisitar livros aprovados para ler em casa.
Depois de cumprir o solicitado e identificado, dirigi-me às estantes procurando algo que me interessasse. Não me recordo o título mas o nome do livro deu-me a entender que seria algo atraente. Solicitei o livro junto da bibliotecária que me entregou dizendo que só o poderia ler ali, não podendo levar para casa.
Sentei-me numa das mesas e iniciei a leitura. A obra continha contos tradicionais cheios de humor, que incitavam a uma boa disposição e a rir.
Recordo o que narrei no texto o “Aparo de Cana”, as gargalhadas do Otilio Dourado tinham provocado em mim o vício do sorriso ruidoso.
E, à medida que ia lendo as histórias, o “sorriso” fazia-se ouvir dentro da biblioteca.
A bibliotecária fazia “cheeeeee”, eu olhava para ela rindo e via o seu dedo indicador encostado aos lábios, no sentido vertical. Dava para perceber. Acalmava e, abrindo de novo o livro, lá estava outra história em que o riso já gargalhava com mais ruído. E, junto de mim, estava a bibliotecária a sussurrar-me “não podes fazer barulho, estás a incomodar as outras pessoas”. Eu respondia que sim, que faria os possíveis.
Mas as histórias eram infernais e a gargalhada repetiu-se, desta vez com uma sonoridade inconcebível.
Do gabinete sai em passos largos o Dr. “Chouriço”, Director da biblioteca, com a bibliotecária no seu encalço, olha para mim e diz:
- Ponha-se na rua!
E voltando-se para a bibliotecária:
- Este senhor fica proibido de pôr os pés na biblioteca. Retire-lhe o cartão. Nunca mais cá entra!
Dá meia volta e regressa ao gabinete.
A bibliotecária olha para mim e em voz baixa:
- Entregue-me o cartão.
E a minha vida como leitor da biblioteca foi efémera.

Moderador

DO CORREIO

Sobre Educação Espartana.

Esparta localizada numa região de terras apropriadas para o cultivo da vinha e da oliveira na Antiguidade, nunca desenvolveu uma área urbana importante!.

Constituída no Século IX a.C . O problema gerado pelo aumento da população e escassez de terra o governo de Esparta optou por fazer de seus cidadãos modelos de soldados, bem treinados fisicamente, corajosos e obedientes às leis e autoridades, com treino, organização e disciplina intensivos e nunca vistos até então.

De acordo com uma frase célebre de Demócrito de Abdera "Tudo que existe no universo é fruto do acaso e da necessidade“ !

Como a Historia não se Repete!
Ao longo dos tempos diversas situações podem ter algumas semelhanças com acontecimentos passados pela existência de pontos em comuns, o que não tira a identidade dos factos!
Se generalizou conceitos em que o Espartano é aplicado para designar uma filosofia de vida optado de forma individual ou por grupos com comporta-mentos e hábitos austeros!

A frase de "a educação espartana, não terá mais por fim seleccionar heróis, mas formar uma cidade inteira de heróis – soldados prontos a devotarem a sua vida à pátria" (Marrou, 1966: 36).

Demonstra a especificação da Educação espartana!

Bons soldados, nunca representou a invencibilidade de qualquer exército!
na mesma forma que uma equipa com os melhores jogadores de futebol no Mundo pode perder para outras com poucas estrela!

A nossa professora de Português no ciclo cujo nome não me recordo, há quase 60 anos falou para os alunos que os maiores gênios militares de sempre foram Alexandre o Grand. Napoleão Bonaparte e o nosso Afonso de Albuquerque!? ( até há data não encontrei forma de contestar! ) .

A minha Cultura pessoal considero-a dentro de uma classificação Medíocre ! No entanto poder ter a faculdade de publicar aqui no Blog alguns artigos me permite conviver com os “Costeletas“ mais Ilustres e Cultos do meu tempo, aproveito para agradecer as referências que tem feito sobre os mesmos.
Já que sempre ouvi a frase de: que a melhor forma de aprender é com quem tem mais conhecimentos que nós!

Saudações Costeletas.
António Encarnação

QUE PORTUGAL QUEREMOS?


Que Portugal queremos? (continuacao)
Caros colegas e amigos, nao creio sair das normas do nosso blog ao voltar ao tema. Metermos a cabeca na areia nao resolve nada. Então porque nao falar do que nos preocupa?
Ontem, ja' no adiantado da noite,recebi uma mensagem de SMS, era do nosso dr Brito de Sousa, para mim o Joao Manuel e,era uma mensagem telegrafica,sintetica,"estas vendo o "pros e contras"?... Nao,nao estava, vivendo do outro lado do Atlantico, os programas da nossa RTP, a nao ser os noticiarios,nao sao sincronizados com o que se ve' ai no cantinho... veem mais tarde. E, vi mais tarde. Era sobre economia. Nao me trouxeram aqueles senhores nada de novo. Eu havia escrito aqui neste nosso "lugarinho" e com palavras mais modestas a mesma coisa. Quem viu o programa e quem leu o que escrevi deve chegar a essa conclusao. Modestia a' parte.Todos vemos o que esta mal. Eu (desculpem,estou sendo egocentrista com este eu) tenho essa impressao. O que passo a dizer ja' o tinha escrito antes como alias disse em comentario ao colega Mauricio.
A verdade nua e crua e' que nao pode haver Democracia sem sustentabilidade econo'mica. Portugal nao tera credito externo,neste momento tao necessario como "o pao para a boca" se nao oferecer um governo que de' garantias de estabilidade politico-social, assente em formacoes democraticas.
Os "politicos profissionais" recusam o imperativo patriotico de rever a constituição da republica.
Levam, assim, Portugal para o fundo. Pelo seu egoismo e falta de sentido de Estado de nao quererem perder a face, ao reconhecerem que o sistema politico "deles" situacionistas e que defenderam erradamente uma vida inteira, afinal falhou.
O "ego "deles, situacionistas, sobrepoe-se ao interesse nacional.
A Educacao e' uma vergonha.
As escolas, mero deposito de gente. Inclusivamente dos que nao querem estudar. Sem exigencias no conhecimento, nos valores do trabalho e da disciplina democratica,sem cultura, ignorando a lingua e a nossa historia. Sem exigencia na aprendizagem da matematica,da fisica e das linguas tao necessrias no mundo global que quer queiramos quer nao estamos inseridos.
E' uma educacao armazenista que nem sequer cria alternativas profissionais onde sao tecnicamente necessarias. E' a demagogia de tudo ser doutor mesmo que fique desempregado.
E, dizer isto nao e' ser contra um servico nacional de educacao. Este tem de ser diferente para muito melhor, a par da existencia de condicoes para o ensino privado com liberdade de escolha de opcao para as familias.
Ja' vou demasiado alongado. O tema e' vasto, visto de aqui ainda ha' muito para dizer.
Prometo voltar se o "moderador" deixar passar este. Se não, paciencia!.. expuz o meu ponto de vista. Nao e' de certeza o de todos. Aceito sempre outras ideias e, estou pronto para dar a mao a' palmatoria se me provarem errado.
Um abraço a todos.
Diogo
(O moderador sabe ver e sente. Só não vê quem não quer ver, porque não sente.)